Domingo, 26 de Outubro de 2008

Terra

 (...) Hoje
                 sei apenas gostar
                 duma nesga de terra
                 debruada de mar.

 

 

 

 

 

 

MIGUEL TORGA

publicado por Camponesa às 23:50
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

A nossa terra

Terras de barroso uma aldeia medieval inserida no parque nacional da Peneda Gerês Pitões das Júnias 

 

 hpim4937.jpg 

 

As construções em pedra e a beleza natural do lugar deram início nos anos 90 ao turismo ecológico na região. Perdemos levar o carro mesmo até ao cemitério de pitões das Júnias e fazer-se o restante caminho a pé. Se descer por um caminho à esquerda leva directamente ao mosteiro de Santa Maria das Júnias. Localiza-se num território completamente isolado encaixado num vale por onde corre o rio Campesino.

hpim4936.jpg


Chegando ao mosteiro deixem-se levar pela penumbra da igreja e percorram as ruínas do mosteiro, tendo sempre presente que este lugar já foi habitado..por monges.


Atravessa-se a ponte e vamos até ao moinho. Envolto pelo silêncio dos monges só interrompido pelo som da cascata.


Mas cuidado com os rochedos e atalhos. Podem perder-se neste filme e fazer outros... O que também não é mau. Tendo em conta que aqui vivem lendas de diabos à solta, feiticeiras e almas penadas, o difícil é não as roer  "Júnias"

 

publicado por Camponesa às 14:40
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Maranhos e bom apetite

 
A região da beira  possui inúmeras receitas de maranhos diferindo umas das outras por pequenos detalhes.

Maranhos é um parto tipico da beira litoral

 

“Maranhos
 
Ingredientes:
 
1 bucho de borrego ou carneiro
2 kg de carne de borrego ou carneiro
200g de presunto
1 chouriço magro
500g de arroz
100g de toucinho
1 bom ramo de hortelã
2dl de azeite
sal, pimenta, vinho branco q. b.

 

Elege-se um bucho grande de borrego ou de carneiro que se lava muito bem em várias águas, quentes e frias, raspa-se com uma faca e esfrega-se com sumo de limão.

 
Corta-se o bucho do borrego em forma de sacos, corta-se a carne em bocadinhos, o presunto, o chouriço. Junta-se ainda o vinho branco, o azeite, o arroz lavado e cru e, por fim a hortelã picada.
Mistura-se tudo, e deixa-se a repousar para tomar o gosto e depois deita-se o preparado nos sacos, sem os encher muito (para permitir a dilatação do arroz). Fecha-se os sacos cozendo com uma agulha e linha. Introduzem-se os maranhos em água a ferver e temperada com sal e deixa-se a cozer aproximadamente 1h e 15 min.

publicado por Camponesa às 21:05
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Adufe

Se puderes, um dia dá um passeio até à Beira Baixa. Se já lá estás deves-te sentir orgulhoso, pela riqueza, entre muitas coisas, dos cantares e deste belo instrumento. O Adufe aparece em três zonas do nosso país: Beira Baixa, Alentejo e Trás-os-Montes, onde é conhecido por Pandeiro. : antigamente os Adufes, só eram tocados por mulheres.

Para o tocar, o adufe é agarrado com ambas as mãos com um dos cantos virado para cima. As mãos tocam numa das peles enquanto sustentam o instrumento.
Sem dúvida que a mais famosa musica tocada  é a de Nossa Senhora do Almortão (Idanha-a-Nova), entoada entusiasticamente ao som dos adufes.

 

Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana

Senhora, Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos cheira a rosas
Cheira a flôr de laranjeira

Senhora, senhora do Almortão
senhora do Almortão
Eu p'ró ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto


 

 

publicado por Camponesa às 20:44
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fraseando

Universo: algo amplo...e inacessível...
Vida: um fragmento ...

Para que serve a inimizade se no fim da caminhada seremos reduzidos a pó? Para que servem os sentimentos de rancor em vida se com a morte tudo será esquecido?
Sejamos nós, genuínos agora e para sempre. Se tivermos que mudar, que mudemos para melhor!

O Passado não deverá ser esqucido sobretudo quando deixa marcas indeléveis na "alma e na pele". Agradáveis ou não, os momentos por que passamos contribuem para a formação da nossa personalidade. Não devemos apagar aquilo que o destino nos traçou, aliás.. não nos é possível.
Saber viver é uma arte, todos nós somos artistas!

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publicado por Camponesa às 17:15
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Terra

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer.(...)


Fernando Pessoa

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publicado por Camponesa às 16:57
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Pimba

Pimba Português é um termo utilizado para uma variedade de Cantores Populares e bandas cujas Músicas é frequentemente conduzido por metáforas sexuais com significados.
Muita canção Pimba usa vulgares trocadilhos e piadas ou temas tabu. Também conotado como saloio ou piroso.
Mas é tão português... Pelas aldeias de norte a sul em todas as festas e lugares
 
publicado por Camponesa às 14:30
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Ruizinho de Penacova - Joquina

 

 

publicado por Camponesa às 14:13
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Ruizinho de penacova

 

 

publicado por Camponesa às 14:08
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Na aldeia

Aos poucos e não de repente,
Minha aldeia parou no tempo
Sem mácula e cheia de encantos.
Mas a eles, junto-lhe tantos outros novos encantos que vou descobrindo todos os dias
A paisagem é de uma rara beleza inspirador de qualquer poeta ou trovador. Um céu, um escandaloso céu límpido e azul que arrebata qualquer alma. O sol por entre os pinheiros na encosta da serra que encanta e que motiva o canto de quem quer cantar. Acordo, abro a porta e ainda fico deslumbrada com o amanhecer na aldeia. O canto dos pássaros, o murmurar dos pinheiros, o sol da manhã chama-me como a convidar-me para mais um passeio a pé neste paraíso perdido e escondido dos olhares de todos e do mundo. Preguiçosamente e sem pressas chego ao ponto mais alto onde se pode contemplar o horizonte a perder de vista. Abro os braços e grito que me é devolvido por uma voz que não sei se é a minha como se de uma brincadeira de crianças se tratasse. O céu é mais bonito, o sol é mais forte, estou no centro de Portugal no topo do mundo. Na descida a “shiva” saltita a minha frente e é a primeira a entrar na água. Na minha aldeia ainda me refresco sem roupa numa ribeira que é “só minha”. despida de roupa e preconceitos em paz com a natureza eu e a minha consciência. Ao longe ouço os chocalhos das cabras que pastam algures na encosta da serra. É um “relógio” que me avisa que é tempo de voltar.

No regresso não me cruzo com vivalma...

As gentes da minha aldeia são bonitas, cheias de viço, são pessoas como qualquer outra pessoa mas diferentes. Mas amáveis, mais afáveis, e sabem abraçar quem chega. Na minha aldeia, tenho óptimos amigos, não são muitos, porque os habitantes são poucos. Aqui nasci antes de mim os meus pais, aqui começou a minha família. Na minha aldeia, aprendi a “voar”.Ela deu-me asas, e para ela volto sempre na a certeza de encontrar um remanso, um cantinho onde descanso o corpo o espírito e excito motivos para amar.

publicado por Camponesa às 08:53
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